
A "mão oculta" nunca esteve tão activa.
Quando estas coisas acontecem, e estas, e estas, e ainda estas, destruindo obsessivamente o trabalho aturado de pessoas excepcionais que permitiram colocar Portugal na linha da frente em áreas de forte competitividade;
Quando a liderança dos serviços da Administração Pública é entregue a gente que tem por único engenho romper a malha do anonimato a que os seus parcos méritos condenariam.
Quando o regime prefere serventuários a pessoas aptas, autónomas e soberanas na sua profissão;
Quando um desqualificado revanchista se permite invocar políticas de progresso para Portugal e não consegue discernir um cluster de excelência de uma loja de fatos em Beverly Hills, gerindo o país como quem experimenta um alfaiate diferente;
Perguntamo-nos até quando durará a pusilânime passividade dos portugueses;
Perguntamo-nos onde estará a garra dos que, nos idos de 75-80, nas mesmíssimas paragens, cerraram fileiras contra a gestão cega dos iluminados anti-fascistas;
E espantamo-nos que, contra esta mão oculta que atravessa, nunca tão assanhada, a sociedade portuguesa, ninguém se lembre da desobediência civil.