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sábado, 19 de junho de 2010

Reencontro com Pagani


«Pour s'engager il faut mettre les lunettes»

Não encontro melhor legenda.



sexta-feira, 14 de maio de 2010

Spe salvi





Chegou ao fim.
Mesmo no rebanho católico, nunca fui em carneiradas: sou mais ave do que quadrúpede; mais lobo, do que cordeiro; mais de alforrias, do que de redis.
Mas nunca resisti a uma boa causa e esta foi uma delas…
Porque a insuportável patetice do coro anti-Igreja, centrado na figura do Papa e na sua pessoa, tira-me do sério e só merecia isto mesmo: este banho de gente, esta manifestação de força, esta ajuda sincera à ‘revelação’ de Bento XVI como um homem que soube suceder ao Cardeal Ratzinger e exercer o seu papel agregador de Sumo Pontífice do séc. XXI, falando às multidões que o procuraram em busca das suas ‘razões’ mais profundas.
E ele correspondeu a essa necessidade de inclusão. Com o afecto inequívoco e com a simplicidade de quem acolhe, como se fossem seus, todos os nossos desencontros, todas as dores, todos os gritos de justiça.
Gosto deste Papa.
Não me revejo em algumas das suas ‘guidelines’, mas sim, gosto deste Papa e da sua superação. E também sei que as divergências interpretativas (já) não são o essencial.
Mas aquilo que me agrada mais é saber que, dentro desta Europa em crise, a Europa católica a que pertenço está nas mãos de um intelectual como Ratzinger. Que conhece (como muito poucos outros filósofos) a identidade cultural e civilizacional do ocidente actual, pós 
comunista, da União Europeia e dos conflitos com o Islão fundamentalista.
Tenho a impressão de que nos vamos lembrar muito disto…

domingo, 25 de abril de 2010

Agitação na AR (ou pela liberdade de espírito)





Adenda:
Exactamente: o 25 de Abril não tem dono.
Gostei particularmente do essencial: a desconstrução do falso moralismo da esquerda, que se julga perpetuamente santificada pela bula revolucionária de Abril. 
Foi um discurso recheado de denúncias muito familiares a quem viveu os anos de 75/80 nas faculdades e teve de se bater pelo direito de pensar à direita do PS e à esquerda dos conservadores.
Porque era exactamente assim que se actuava todos os dias, num trabalho de desmontagem cirúrgica, dedicado a destapar as carecas aos novos e auto-proclamados proprietários do regime.


quinta-feira, 22 de abril de 2010

Sem exemplo





Por uma questão de princípio, evito alimentar a minha total insatisfação com o partido deste governo, prestando-me a alinhar em histerias colectivas do género das que este caso tem alimentado.
Também não gosto de discutir pessoas.
Mas reconheço que é difícil glosar o tema da má “praxis” dos nossos governantes sem cair na fulanização, porque é nos detalhes (aliás, constantes) que a coisa se presta a ser analisada. Por outro lado, reconheço que o caso Inês de Medeiros pode até pode redundar em ‘peanuts’: umas quantas viagens que não empobrecem o tesouro público. - Para quê tanto barulho? Fechemos os olhos, sejamos pragmáticos, tenhamos o sentido das proporções… Encostemo-nos à justiça relativa.

Pois é, gostaríamos de ter tão bom estômago, mas o facto é que não pode ser assim. 
Aliás - sem ir mais longe -, justamente em nome da mesmíssima justiça relativa.
Porque o Estado, aquele que persegue o cidadão, implacavelmente, através do fisco. Ou aquele que a cada dia lhe retira parcelas importantes de conforto e subsistência. Ou aquele Estado que ignora as condições subjectivas de cada português, quando inflige reformas erráticas e absolutamente cegas (fazer o “bem”, sem olhar a quem).
Esse Estado não pode ter dois pesos e duas medidas. Tem de ser o modelo. Não pode exigir uma disciplina de cumprimento da lei aos governados e outra coisa aos eleitos pelos governados. 
Mais uma vez, é uma questão de exemplo.


Essa coisa básica que legitima a autoridade.


quarta-feira, 14 de abril de 2010

Decreto




A partir de hoje é oficial.
A respiração de Abril, incerta e tépida, fez-se sentir na trepadeira inchada e aquele cheiro, descarado e excessivo, invadiu o ar da noite.
E a cada dia ostentar-se-á menos.
Como eu gosto deste anúncio febril...

É sempre assim, nunca falha: finalmente chegou o bom tempo.

domingo, 11 de abril de 2010

Prémio laranja mecânica



Prémio laranja verde



Prémio laranja predilecta




Prémio laranja descascada


Marta Rebelo, observadora laranja...

Prémio laranja surprise




Desta laranja, francamente, gostei.
Boas recordações.

sábado, 10 de abril de 2010

Prémio laranja azeda




Prémio laranja ôca




Não começam lá muito bem...

A comparação é  abissal.

sábado, 27 de março de 2010

Orfeu





Monólogo por monólogo... prefiro este.

Do espantoso, irregular, imperfeito, grandioso Vinicius de Moraes.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Absolut Musts VII - Políticos





Sérgio Vieira de Melo.
Um caçador de chamas.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Por terras dele





José Pedro Aguiar-Branco, como muitos outros, passou por Coimbra. Mas criou laços. 
E cá veio ontem, aqui onde se elegeram 5 delegados ao congresso, quatro por Paulo Rangel e um por Pedro Passos Coelho. 

Diga-se que em Coimbra tudo é sempre curioso e fora da norma, para o melhor e para o pior... 
Neste caso, a assistência era eclética – representativamente falando – mas muito atenta. E talvez por isso o ambiente fosse muito consciencioso (o ideal, quando se trata de receber alguém como ele e nas circunstâncias que o rodeiam). 

Ao contrário de outros candidatos, José Pedro Aguiar Branco ganha imenso em ser ouvido em pessoa, sem os media de permeio e (sobretudo), sem os efeitos especiais do marketing político e o catalisador da máquina partidária que, de resto, não tem.

Eu já não precisava de ser convencida, mas só tive razões para confirmar o meu instinto.
Com ele não há um deslize, não há uma inconsistência, não há uma nota fora de tom. Simplesmente porque não pode haver disso quando se é genuíno e naturalmente frontal, sem excessos nem afectações.
Tudo bate certo com a maior facilidade.
Tem uma craveira intelectual incontestável, ideias claríssimas, propostas sustentadas,  energia e uma noção exacta de como estamos e do que nos espera.

Como dizia um ilustre histórico do PSD ao lado de quem eu estava, grande conhecedor da natureza humana e proverbial sintetizador, o José Pedro Aguiar Branco ‘tem alma’. 
Ora isto está longe de ser um lugar comum, num político. É sinónimo de coisas raras como autenticidade, ressonância, energia inspiradora.
A alma, sim. A alma de que os portugueses precisam antes mesmo de se levantarem do chão.
Será que poderemos dizer isto dos outros candidatos? 

Vim de lá com a mesma surpreendente esperança que alimento de há muito pouco tempo a esta parte: a de que um PSD sadio possa voltar a aparecer por aí, um dia destes.

E vim de lá ainda com uma certeza absoluta: é que este ‘património’ humano que se chama José Pedro Aguiar Branco não pode perder-se de maneira nenhuma. 
Que grande sorte seria tê-lo como primeiro-ministro de Portugal.

sexta-feira, 19 de março de 2010

At your service


Não percebo tanto alarido.
Cá por mim eu estou com a lei da rolha.
Toda a gente sabe que, sem rolha, o vinho azeda.

Só que afinal ninguém teve nada a ver com aquilo.
Mais, ninguém gostou daquilo, excepto os malfeitores habituais do clube.

- Porque temos de ser tão hipócritas?




Mesdames, Messieurs, le dîner est servi.
 

segunda-feira, 15 de março de 2010

Sobre timings e homens de palavra




A política é autónoma da ética e a ética é autónoma da política
Paulo Rangel 


Tão pouco tempo depois, mas consumadas já inúmeras consequências, que interessante é voltar a esta notícia agora... E cotejar cada citação (é anotar).
Para mim, o detonador soou ao retardador, é verdade, mas foi este mesmo
E o instantâneo disparou em simultâneo sobre as duas figuras do cenário.


De um lado, a descoroçoante revelação de um homem sem palavra, em cujos padrões de conduta eu me julgava rever, incluindo a obrigação de lealdade que caracteriza a gente a que pertenço.
 
Do outro lado, a constatação flagrante de um homem com coluna vertebral, constitucionalmente recto, a quem 30 anos de vida política (além da outra) não conseguiram entortar.


Posto que em matérias de estatura intelectual nada os distingue, entre o mais vale quebrar do que torcer de um (tiraram notas?) e de outro, vai um mar de distância.
E eu prefiro alguém que não torce nem enquanto homem nem enquanto político.

- Paulo Rangel? 
Não precisamos de mais do mesmo em Portugal.

Déjà vus...




Ouvi dizer que aprovaram para aí uma cláusula qualquer de silêncio. 
-Foi mesmo? 
Delicioso, então toca a falar! 
E a falar sobre um case-study de transparência democrática. 
Por exemplo, a máquina eleitoral posta ao serviço de Pedro Passos Coelho. 
-Quem financia isto que aqui vemos (e o  mais que não vemos)? 
-Quem são estes benfeitores que não dão a cara? 
-Isto é normal? 
Claro que não é normal, mas lembra qualquer coisa, é verdade...  Lembra o Portugal que temos, o do PS. 
E lembra aquele particular tipo de limpidez praticado na vida pública pelo nosso PM. 

Nesse tal encontro deste fim de semana, lá pelas coutadas do Senhor D. João V, o que esteve verdadeiramente em causa não foram pessoas nem projectos, foram clientelas. 
E é por isso que José Pedro Aguiar Branco, sendo indiscutivelmente o melhor de todos os candidatos, encontra tantos ouvidos surdos. 

Naquela assistência desatenta ao essencial, quase não há gente livre. Há cortes. 
Há pessoas que não pensam nem com a cabeça, nem com o coração (desinteressadamente). Pensam, isso sim, com o estômago. E é com o seu próprio estômago - entenda-se. 
Nem sequer é com o dos portugueses.
A força de
José Pedro Aguiar Branco, o seu ponto forte, acaba assim por ser o seu ponto fraco: a exemplaridade, a tantos níveis; e a incorruptibilidade.


- Ora! Mas afinal interessa alguma coisa ter um bom exemplo ao leme do País?
Pobres sequiosos das migalhas do poder... ainda não entenderam que deve começar-se exactamente por aí
Isto, claro, se quiserem lá durar por mais tempo do que uma dobra do carrilhão de Mafra. 
E se quiserem ter um governo realmente capaz de fazer crescer os melões que tanto ambicionam dividir.

domingo, 14 de março de 2010

Máfia laranja





José Pedro Aguiar Branco a braços com as laranjas mafiosas, destas em que o PSD de hoje é pródigo.
Laranjas transgénicas, de que tanto precisava de ser expurgado.


segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia da Mulher


 


A generosidade dá nisto…