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terça-feira, 4 de abril de 2006

ANTI-CONVENCIONAIS



La virginité c'est comme les allumettes





 

Ça ne sert qu'une fois

ANTI-CONCEPCIONAIS

(MODO DE USAR PARA A SANTA IGREJA CATÓLICA)


não! não é assim!!!


É assim:


mettez-là entre vos genoux et serrez très fort!

Estupidez militante



Há coisas em que é natural evoluir, e mal corre se a Igreja não acompanha os tempos (como infelizmente sucede em certas e não poucas causas).
Mas há outras coisas que são puras questões de princípio:
- para quê fingir?

- A legalização do aborto diminui o número de abortos clandestinos?
Óbvio, pois se o legalizam!!!
Parabéns, que grande conclusão!


Verdade de La Palice.
E agora pergunto eu: - Será essa a main issue para a Igreja?
Claro que não.

Já agora, podiam escolher melhor os cavalos de batalha contra a Santa Madre…
Porque há tantos.
E este é tão estúpido.

Sobre o amor tranquilo

Ou o amor tranquilo é um amor imberbe, ingénuo e acidental
(e nessa medida é um perfeito amor cego).
Ou então é um amor verdadeiro, que merece esse nome. Foi escolhido e é inteligente, sábio e experimentado.
No primeiro caso, só por sorte (ou azar) resiste à vida.
No segundo caso, pode ser um sentimento de ferro (ah, se pode!)
O problema é que esta evidência tem armadilhas terríveis e muito óbvias:
- primeiro, porque tranquilidade é um atributo que a maioria julga morno, pobre, frouxo e desinventivo para algo tão empolgante como o amor. Quando a verdade é que é um estado tónico , que permite gozar infinita e repetidamente um privilégio.
- segundo, porque, como o amor vive da recicprocidade e tem de ser sustentadas por 2 pessoas... é preciso que a percepção da vantagem do amor tranquilo seja igual entre as partes. Ora, também em matéria de recursos perceptivos é difícil encontrar par... (mais ainda do que na ‘química’ e nas emoções).

Entendamo-nos: para manter o lume não é preciso ardermos nele. Basta ser frio quanto às coisas certas e no resto… deleitar-mo-nos a consumir (apenas) as energias renováveis...
É certo que para tudo é preciso sorte.
Mas como noutras coisas da vida em geral, também no amor ninguém é insubstituível (pelo menos enquanto se mantém em pleno o poder de escolher e o de ser escolhido). Por isso, um dos mitos em que de todo não acredito é que exista essa coisa dos amores predestinados e da única metade certa. Ora, ora!

Também não vejo mal nenhum em se ser normativo nestas e noutras matérias. A norma não é um exercício maléfico ou prepotente, desligado da vida. Pelo contrário, é o resultado do conhecimento apriorístico. Própria do ser humano.

quinta-feira, 30 de março de 2006

A tão portuguesa arte da competição negativa





Isto de chorarmos o absentismo do Estado e santificarmos a iniciativa individual é um vício tipicamente português.

Uma coisa não tem a ver com a outra. Não podemos estar sempre à espera que o Estado resolva tudo, perante a passividade crítica dos cidadãos.
Porque é que o empenho há-de ser uma heroicidade? Porque é que o nosso envolvimento "gratuito" há-de ser uma excepção à regra?
Porque é que havemos de exigir ao Estado (que afinal somos nós) mais "alma" do que exigimos de nós próprios?
E sobretudo porque é que achamos que as nossas prestações individuais estão sistematicamente no contraponto das colectivas, como se competissem negativamente entre si?
Não se trata de desculpar as falhas dos governos!
Trata-se só de não canonizar propriamente as prestações sociais desinteressadas de cada um de nós.
Noutras geografias, onde o Estado funciona, não passa pela cabeça dos cidadãos exigir tudo dele, ou deixar de sentir responsabilidade por uma questão colectiva que está ao seu alcance resolver.

Voilà!